O relator, deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), recomendou a aprovação da
proposta. “Ela representa um avanço relevante na consolidação de um marco
legal mais eficaz e inclusivo para o microcrédito e as microfinanças”, disse ele.
Pelo texto, até 20% dos recursos do programa poderão ser destinados
para o financiamento de medidas que viabilizem a cidadania do
microempreendedor, como:
- melhoria da habitação ou aquisição de moradia de baixo valor;
- compra de veículos utilitários ou de outros bens e serviços relacionados à mobilidade familiar;
- formação profissional;
- tratamento de saúde; e
- aquisição de equipamentos especiais para locomoção de pessoas com
deficiência.
Atualmente, a Lei 13.636/18, que trata do PNMPO, determina que o
microcrédito produtivo orientado destina-se apenas ao fomento e ao
financiamento de atividades produtivas.
“O microcrédito e as microfinanças são comprovadamente os recursos que
mais geram e mantêm empregos”, disse o senador Esperidião Amin (PP-SC),
autor da proposta, ao defender as mudanças.
O projeto também obriga o Conselho Monetário Nacional (CMN) a criar
limites diferenciados de taxas de juros conforme o custo de captação dos
bancos. O texto prevê ainda condições especiais no acesso a recursos
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por organizações civis de
interesse público (Oscip).